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Verniz UV em ABS, PS, PP e TPU: como escolher e preparar

Qual verniz UV Base e Top Coat usar em ABS, PS, PP e TPU, como preparar a peça, que camadas combinam e como validar o conjunto antes de produzir.

Publicado em 20/10/2026 · Atualizado em 20/10/2026

A escolha do verniz UV começa pelo material da peça. O Base muda conforme o plástico (ABS, PS, PP ou TPU), e o Top Coat acompanha: o comum para peças rígidas e o flexível para TPU. Em qualquer plástico, a peça precisa chegar limpa, seca e sem óleo nem desmoldante. O PP costuma pedir tratamento de superfície, e ABS e PS pedem cuidado com solvente para não trincar. Em todos os casos, o conjunto (Base, metalização, Top Coat e solvente) deve ser validado na peça real antes de produzir em escala.

Qual versão usar em cada plástico

A Corquímica tem uma versão do Verniz UV Base para cada substrato. O Verniz UV Top Coat vai por cima da metalização.

PlásticoBase indicadoTop indicadoPonto de atenção no preparo
ABSVerniz UV Base ABSVerniz UV Top CoatRemover desmoldante e gordura antes da pintura
PS (poliestireno)Verniz UV Base PSVerniz UV Top CoatSensível a solvente; usar limpeza e diluente compatíveis
PP (polipropileno)Verniz UV Base PPVerniz UV Top CoatSuperfície difícil de molhar; costuma exigir tratamento ou promotor de adesão
TPU e peças flexíveisVerniz UV Base FlexVerniz UV Top FlexO filme precisa acompanhar a flexão da peça

Para peças pintadas, sem metalização, existe o Verniz UV Top Pintura. Para PVC e outros plásticos que não aparecem na tabela, o laboratório testa a peça antes de indicar o sistema.

A Base ancora a metalização e nivela a superfície. Sem ela, o alumínio depositado perde brilho e pode soltar. Por isso o preparo da peça pesa tanto no resultado.

Limpeza: o que fazer antes do Base

A maior parte dos problemas de aderência vem da superfície, não do verniz. Óleo, desmoldante, suor e pó impedem a ancoragem e aparecem depois como descascamento ou manchas. O preparo básico é:

  1. Remover óleos e desmoldantes com um desengraxante adequado ao plástico.
  2. Evitar tocar a peça com a mão nua depois da limpeza.
  3. Manter a peça seca, sem resíduo do desengraxante e livre de pó até a aplicação.

A Corquímica fabrica desengraxantes de limpeza para as peças e para pistolas e equipamentos. Em plásticos sensíveis, como o PS, o solvente errado pode atacar a peça. A limpeza e o diluente devem ser compatíveis com o material.

Quando é preciso tratamento prévio ou primer

A aderência depende de três fatores: limpeza, energia de superfície e estado da peça.

  • PP. É um plástico de superfície difícil de molhar, e o verniz tende a não aderir bem sem preparo. Em geral se usa tratamento de superfície ou promotor de aderência. O método adequado depende da peça e da linha.
  • ABS e PS. Em muitos casos a aderência é direta, desde que a peça esteja limpa. Peças com desmoldante persistente ou acabamento difícil podem pedir primer.

Essa decisão não se toma pela tabela. Ela se confirma no teste na peça, com o seu molde, o seu desmoldante e o seu processo. A equipe técnica da Corquímica avalia caso a caso se basta limpar ou se é preciso tratamento ou primer.

Compatibilidade entre Base, metalização, Top Coat e solvente

O sistema funciona em camadas, e cada uma depende da anterior:

  1. Base: ancora e nivela. Fica sob a metalização.
  2. Metalização a vácuo: uma película muito fina de metal. Não suporta o manuseio sozinha.
  3. Top Coat: protege a metalização contra risco, desgaste e agentes químicos.
  4. Solvente: ajusta viscosidade e escoamento na pistola e influencia o acabamento final.

Alguns pontos práticos:

  • Camadas do mesmo sistema. Base e Top Coat da mesma fabricante reduzem o risco de incompatibilidade entre camadas. A Corquímica oferece os dois.
  • Cura da Base. Uma Base com cura incompleta ou fora do ponto pode comprometer a aderência da camada seguinte. A cura precisa estar ajustada ao verniz e à lâmpada.
  • Solvente. Cada verniz UV da Corquímica é indicado com uma formulação de solvente própria. Trocar por outro solvente muda evaporação e escoamento, e pode causar defeito de superfície ou ataque ao plástico.
  • Top Coat certo para a peça. Há versão para peças metalizadas, para peças pintadas e para peças flexíveis.

ABS e PS: cuidado com solvente e trincas

ABS e PS são sensíveis a solvente, e o PS é o mais crítico. Quando o solvente penetra na peça, que muitas vezes já tem tensão interna da injeção, aparecem trincas finas ou esbranquiçamento. O defeito pode surgir na hora ou horas depois da aplicação.

Boas práticas:

  • Usar o solvente indicado para o verniz, e não um genérico. Para o Base em PS existe diluente específico.
  • Evitar acúmulo de verniz em cantos e furos, onde o solvente fica retido.
  • Respeitar a evaporação entre demãos.
  • Observar peças com muita tensão de injeção, como regiões próximas ao ponto de injeção e paredes finas.
  • Testar um lote pequeno e conferir a peça depois de um tempo de espera, não só na saída da cabine.

Para peças pintadas com tinta, veja as tintas para ABS e PS, formuladas para aderir sem atacar o plástico.

TPU: Base Flex e Top Flex

O TPU dobra e volta. Um filme rígido sobre ele trinca ou descasca na flexão. Por isso, no TPU, as duas camadas devem ser flexíveis: o Verniz UV Base Flex sob a metalização e o Verniz UV Top Flex sobre ela. Use a dupla completa: um Base flexível com um Top rígido recria o problema na camada de cima.

A película metálica é rígida por natureza e tem limite de flexão. Peças que dobram muito podem mostrar microfissuras no metal, mesmo com verniz flexível. O ensaio de flexão na peça real mostra se o conjunto acompanha o movimento exigido.

Zamac: só em enfeites, bijuterias, pés e puxadores

O Zamac entra neste guia apenas em acessórios: enfeites, bijuterias, pés e puxadores de móveis. Para essas peças existe o Verniz UV Base Zamac, que segue o mesmo caminho do plástico: Base, metalização a vácuo e Top Coat. A peça precisa estar sem óleo de usinagem, resíduo de polimento ou oxidação. Veja exemplos nos segmentos Moda e Moveleiro.

Como validar o conjunto antes de produzir

Validar é aplicar o sistema completo, com o processo real, em peças reais. Um teste em corpo de prova não substitui isso. Os pontos que normalmente se avaliam:

  • Aderência do conjunto, inclusive entre a Base e o metal e entre o metal e o Top Coat.
  • Resistência a risco e abrasão, conforme o uso da peça.
  • Resistência química ao que a peça encontra: álcool, fragrância, cremes, produtos de limpeza.
  • Estabilidade ao tempo: repetir a avaliação depois de algum tempo e após ciclos de temperatura e umidade.
  • Flexão, no caso do TPU.
  • Aparência: brilho, nivelamento, ausência de trincas e manchas.
  • Repetibilidade entre lotes de peça e de verniz.

Se a peça é automotiva ou tem especificação de cliente, os critérios e testes vêm dessa especificação. A equipe técnica da Corquímica apoia a regulagem e a validação na fábrica.

Como pedir teste na sua peça

Chame a equipe pelo WhatsApp e informe:

  • o material da peça (ABS, PS, PP, TPU ou Zamac);
  • o acabamento desejado (espelhado, fosco, colorido);
  • como é a peça hoje e qual problema você quer resolver.

A equipe indica o sistema e o caminho de validação depois de avaliar a peça. Para um protótipo antes da matriz, veja as resinas 3D, compatíveis com os vernizes da Corquímica.

Produto relacionadoVerniz UV Base

Perguntas frequentes

Todo plástico precisa de tratamento antes do verniz UV Base?

Não. Todos precisam de limpeza. Tratamento de superfície costuma ser necessário no PP. Em ABS e PS, depende do estado da peça.

Posso usar o mesmo Base em ABS, PS e PP?

Não. Cada plástico tem a sua versão, porque a aderência depende do material. Escolha a do seu substrato.

Por que o PS trinca com mais facilidade?

Porque é muito sensível a solvente e costuma ter tensão interna da injeção. O solvente correto e a aplicação controlada reduzem o risco.

Posso usar o solvente que já tenho na fábrica?

Não é recomendado. Cada verniz UV da Corquímica é indicado com uma formulação de solvente própria. Outro solvente pode alterar escoamento e acabamento, e atacar o plástico.

Qual verniz usar em peça de TPU?

O Base Flex e o Top Flex, versões flexíveis que acompanham a flexão da peça. Top Coat comum sobre Base Flex não é o indicado.

Preciso de Top Coat depois de metalizar?

Sim. A metalização é uma película muito fina e se danifica no manuseio. O Top Coat protege contra risco, mancha e perda de brilho.

O Top Coat pode ser colorido?

Sim, com corantes UV é possível obter acabamentos dourado, bronze, azul e outras cores sobre a metalização.

A Corquímica atende PVC?

O PVC está entre os plásticos atendidos. Como não há uma versão de Base específica para ele, o laboratório testa a peça antes de indicar o sistema.

Como sei se meu conjunto está validado?

Quando passa nos testes de aderência, risco, química e aparência com a sua peça e o seu processo. A Corquímica ajuda a definir esses testes.

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